A solução para a violência infanto-juvenil não está na redução da MAIORIDADE PENAL. A grande questão está na omissão dos adultos, pais e mães, que vergonhosamente abandonam seus filhos e se esquivam de suas responsabilidades como educadores.
Culpam o Estado,
o Governo, as “amizades erradas”, o sistema educacional, as igrejas, as
escolas, mas não disciplinam, não estabelecem limites, não educam para a vida
em sociedade. E neste sentido, a condição socioeconômica não faz a mínima
diferença.
Neste vácuo
educacional, traficantes, bandidos, gangues, turmas, produtores, anunciantes e vendedores
de álcool, manipuladores midiáticos das mentes juvenis e ainda outros
diferentes grupos encontram espaço para inculcarem seus princípios e suas
regras de “vida” nas mentes em formação.
A sociedade,
hipocritamente, deseja reduzir a MAIORIDADE PENAL como se isso fosse resolver o
problema da violência praticada por jovens. Não vai. A questão da violência não
é problema nem da polícia, nem do judiciário. O cerne da discussão está em se
ter um povo educado e respeitador de regras e limites. Princípios e valores que
se aprendem em casa, não nas escolas e tampouco nas ruas.
A violência
infanto-juvenil é primariamente o resultado da paternidade e maternidade
irresponsável. A preguiça e o desejo desenfreado de ter e consumir coisas não
permite tempo para educar as crianças. Todos sabem o que precisa ser feito, mas
cinicamente fecham os olhos e fazem campanhas para penitenciárias de crianças.
É claro, desde que as crianças presas sejam pobres, miseráveis e filhos “dos
outros”!
Jovens
agressores são o fruto passivo de pais indolentes. Educar dá trabalho, exige
tempo e dedicação, muito mais do que o clássico “tempo de qualidade” que tenta
apenas encobrir a culpa de quem não sabe estabelecer prioridades na vida.
É claro que
existem exceções, mas aqui não falamos delas, mas apenas de pais FDP que geram
e criam filhos idem. Desculpem o verbo.
Agora, uma
pitada de ironia: tenho saudades dos “chiqueirinhos” antigos, diferentes desses
de tela de hoje, quando as crianças já cresciam sabendo o que era a vida atrás
das grades...

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