Eletrobrás – Privatizações
Telebrás, 1998, Luis Nassif (2012) e as
privatizações do setor elétrico na Inglaterra, Noruega, Chile e Argentina. Agora a Eletrobrás. Onde isso pode parar?
Em 1998, quando a Telebrás foi privatizada (em
meio a um escândalo e suas consequências), havia 7,4 milhões de celulares ativos
no Brasil para uma população de 170 milhões. Isso dava a média de um celular
para cada 23 habitantes, 01 aparelho/23hab.
Agora em 2017, o número está em cerca de 243,5 milhões de aparelhos para 208 milhões de habitantes. Ou seja, já
temos mais do que um celular por pessoa, cerca de 1,2 aparelhos/habitante. Sem
falar do acesso à banda larga e internet, que era muito mais precário.
Sou da época em
que celular era objeto de luxo e uma nova linha telefônica fixa demorava até 24
meses para ser instalada. O preço da linha era tão alto que você devia declarar
como “bem” no Imposto de Renda, junto com seu carro e sua casa. Algumas pessoas
possuíam diversas linhas e faturavam muito com aluguéis, compra e venda. E o
mercado negro de linhas era muito comum, servindo para o enriquecimento de
agiotas.
Hoje, o desafio é
a qualidade da prestação de serviço pelas empresas sob a regulação da Anatel,
primeira agência reguladora do Brasil. Apesar de minhas dores de cabeça com as
prestadoras, minhas reclamações são resolvidas de alguma forma. Ou escolho
outra empresa de telefonia.
Agora vamos ver o
que vem por aí com a privatização da Eletrobrás, algo bem complexo. Porém, nos
últimos 15 anos esta Estatal já soma quase 190 Bilhões de prejuízos, acentuados
a partir de 2011 com uma política energética equivocada. Dentre os problemas, a
redução artificial e populista de preços (que já voltamos a pagar a aventura), a
insana construção da usina de Belo Monte, reinvestimentos na energia suja de
Angra 3, foram algumas contas das (in)decisões sob Dilma Roussef. Sem falar
ainda dos esquemas de corrupção que vieram na esteira para beneficiar empreiteiras
e inchar de apaniguados a máquina pública.
Sinceramente, vejo com boas perspectivas essa decisão, apesar de vir do
Temer e seus cúmplices. A ineficiência energética do Brasil sofre, desde o
apagão de 2001/2002, de soluções inovadoras.
Sobre as privatizações do setor energético, Luis Nassif (2012), fez um
artigo bem interessante sobre as privatizações do
setor elétrico na Inglaterra, Noruega, Chile e Argentina. O link
para o artigo está aqui, http://jornalggn.com.br/blog/luisnassif/a-privatizacao-do-setor-eletrico-na-inglaterra
e o link para a tese de mestrado de Rodrigo Theotonio, “Princípios de
análise da reforma do setor elétrico: um estudo comparativo”, citada por
Nassif, pode ser acessado aqui: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/81251/PEPS0954-D.pdf?sequence=1&isAllowed=y
Espero que avancemos em direção
a uma matriz energética eficiente, limpa e democrática. O futuro dirá.

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